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Bandeira da Itália
Brasão das Armas da Itália



CAPITAL: Roma
HINO NACIONAL: Il canto degli italini, mais conhecido como fratelli dell'Italia ou Inno di Mameli
CIDADE MAIS POPULOSA: Roma
LÍNGUA OFICIAL: Italiano
GOVERNO:República Parlamentarista
* Presidente: Giorgio Napolitano
* Primeiro Ministro: Silvio Berlusconi
FORMAÇÃO:
* Unificação: 17.03.1861
* República: 02.06.1946
ÁREA:
* Total: 301.230 Km² (69º país em extensão territorial)
* Água(%): 2,4
POPULAÇÃO: 58.863.156 hab (22º contingente populacional do planeta)
DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 195 hab/Km² (54º densidade demográfica do planeta)
MOEDA: Euro
CLIMA: Mediterrâneo, alpino e continental



A Itália (ou, em italiano, Italia), oficialmente denominada de Républica Italiana (Repubblica Italiana), é um país situado na Península Itálica, na Europa Meridicional, e em duas ilhas no Mar Mediterrâneo, quais sejam, a Sícilia e a belíssima Sardenha. A Itália possui fronteiras alpinas ao norte com a França, Suíça, Áustria e Eslovênia. Os Estados independentes de San Marino e do Vaticano são enclaves no interior da Península e Campione d'Italia é um exclaveitaliano na Suíça.
O terreno conhecido hoje como Itália foi o berço de várias culturas e povos europeus, como os Etruscos e os Romanos. Sua capital, Roma, foi durante séculos o centro da civilização ocidental. Tempos depois tornou-se o berço do movimento renascentista e também desempenhou importantíssimo papel no desenvolvimento das ciências, da astronomia, da Universidade e a ópera.
No período da Idade Média, a Itália foi dividida em vários reinos e cidades-estados (como o Reino da Sardenha, o Reino das Duas Sícilias e o ducado de Milão), mas foi unificada em 1861, período este da história que ficou conhecido como Risorgimento. Do final do século século XIX até a Segunda Grande Guerra, a Itália possuía um império colonial, que estendia-se desde a Líbia, Eritréia, Somália Italiana, Etiópia, Albânia, Rodes, Dodecanese e Tianjin (parte da China). Hoje o significado culrural da Itália se reflete no fato do país ter o maior número de Patrimônios Mundiais da UNESCO (no mentante total de 44), em todo o mundo e na sua riqueza de artes e ciências, polímatas, artista e gênios, como Dante, Leonardo da Vinci, Michelangelo e Enrico Fermi.
Possui uma forte influência no mundo, quer seja na política, na cultura, nas ciências, na arte, arqueologia, religião, gastronomia, negócios, saúde, esportes, nos centros financeiros e industriais, sendo considerada a capital mundial da moda, conforme lhe atribuiu a Global Language Monitor de 2009.
Pela sua imponência é o quinto país mais visitado por turistas em todo o mundo e Roma é a terceira capital mais visitada entre as cidades componentes da União Européia, considerada uma das mais belas e imponentes cidades antigas do mundo. Já Veneza (Venezia) é considerada a cidade mais bonita do mundo, segundo o Jornal New York Times, que a descreveu como "sem dúvida a mais bela cidade construída pelo homem". O país foi, ainda, classificado como tendo a sexta melhor reputação internacional de 2009.
A Itália moderna é uma república democrática e um pais desenvolvido, com a oitava melhor classificação no indíce de qualidade de vida do planeta. O país goza de um alto padrão de vida, estando no 18º lugar dentre os países mais desenvolvidos do mundo. É um dos membros fundadores do que na atualidade forma a União Européia, tendo assinado o Tratado de Roma, no ano de 1957, além de ser também mebro fundador da OTAN (Organização do AtLãntico Norte). É mebro do G8 e do G20 (com a sétima maior economia PIB nominal). Possui uma educação pública de alto nível, força de trabalho elevada, índice de caridade alto, além de ser um país globalizado. Além do mais tem uma das maiores expectativas de vida do mundo, sendo a Sardenha (Ilha do Mediterrâneo) juntamente com a Ilha de Okinawa no Japão, onde as pessoas mais vivem, onde a maioria da população são de centenários e saudáveis, fator este ligado a ingestão do vinho e do azeite produzidos na Região de alto nível reconhecidos em todo o mundo.




Quando a hegemonia etrusca ia chegando a seu ocaso com a expansão dos latinos, os povos do Sul, em particular os oscos, úmbrios e outros povos do centro e Sul da Península Itálica possuíam um numeroso rebanho bovino. Na língua dos oscos, o acusativo ‘vitluf’ (aos bezerros) deu lugar em latim a ‘vitellus’ (bezerrinho), palavra proveniente de vitulos (bezerro de entre um e dois anos). Estas palavras se derivaram do indo-europeu ‘wet-olo’ (de um ano cumprido), formada por sua vez a partir de ‘wet-‘ (ano), também presente em veterano e veterinário.

O gado vacum era tão importante para esses povos que adotaram como emblema a imagem de um touro jovem, que aparece em algumas moedas da época, com o nome de vitalos, que em pouco tempo converteu-se em ‘italos’, nome com que se denominou as tribos do Sul e que com o tempo incluiu também os latinos.
Até meados do século I, Itália era usado em latim para designar a Península, e ‘itali – orum’ para seus habitantes.







A maior parte da Itália está localizada na Península Itálica, no continente europeu, e onde dois enclaves independentes estão localizados: a República de San Marino e o Vaticano. As ilhas de Sicília, Sardenha e Elba também fazem parte da Itália. A Itália limita-se ao norte com Suíça e com Áustria, a leste com a Eslovénia, com o Mar Adriático (através do qual contacta também com a Croácia, Montenegro, Albânia), e com o Mar Jónico, que a separa da Grécia. A Itália limita-se a sul com o Mar Mediterrâneo (incluindo o Canal de Malta que separa a Sicília de Malta), com o Mar Tirreno e com o Mar da Ligúria (ambos separando o território peninsular das ilhas da Sicília e Sardenha e da ilha francesa da Córsega). Finalmente, a Itália limita-se ao oeste com a França. O terreno italiano é bastante acidentado, com os Apeninos formando o esqueleto central da península. O ponto mais alto do Itália é o Monte Branco, com seus 4810 metros, mas dois vulcões estão mais associados com o país: o Monte Etna, na Sicília, e o Monte Vesúvio, perto de Nápoles. Na cultura popular é comum associar o formato político-geográfico da Itália a uma bota (em italiano "stivale").




O clima da Itália varia de região para região. O norte da Itália (Milão, Turim e Bolonha) tem um clima continental, quando ao sul de Florença apresenta o clima mediterrânico, com verões tipicamente seco e ensolarado. O clima das áreas litorâneas da península é muito diferente do interior, particularmente nos meses de inverno. As áreas mais elevadas são frias, úmidas e frequentemente recebem a precipitação de neve. As regiões litorâneas tem um clima mediterrâneo típico com invernos amenos e verões quentes, geralmente secos. Há diferenças notável nas temperaturas, sobretudo durante o inverno: em certos dias em Dezembro ou Janeiro pode nevar em Milão a -2 °C, enquanto em Nápoles as temperaturas estão em +12 °C. Certas manhãs, em Turim pode amanhecer com -12 °C, quando no mesmo tempo Roma se encontra com +6 °C e Reggio Calabria +10 °C. No verão a diferença é mais clara, a costa leste não está tão úmida como a costa ocidental, mas no inverno está geralmente mais fria.

Também a altitude influencia fortemente o clima e as temperaturas médias. Cidades meridionais como Potenza (na Basilicata), Campobasso (no Molise) ou Enna (na Sicília) tem invernos rigorosos e temperaturas médias bastante inferiores a outras localidades costeiras das mesmas regiões. Nos Apeninos neva regularmente durante o inverno. Geralmente o mês mais quente é agosto no sul, e julho no norte. Nesses meses os termômetros podem marcar 42 °C no sul e 33 °C no norte. O mês mais frio é janeiro, com médias no Vale do Rio Pó de 0 °C, Florença 5 °C, Roma 8 °C. Mas as mínimas podem chegar a -14 °C no Vale do Rio Pó, -5 °C em Florença, -4 °C em Roma, -2° em Nápoles e em Palermo +1 °C.



Em Janeiro de 2009, a população italiana passou de 60 milhões,[24] a quarta maior da União Européia, e a 23ª maior do mundo. A densidade populacional é de 199,3 habitantes por km², o quinto maior da União Européia, sendo o norte a parte mais densa; um terço do país contém quase a metade da população. Depois da II Guerra Mundial, a Itália passou por um grande crescimento econômico que levou a população rural a mover-se para as cidades, e ao mesmo tempo passou de uma nação caracterizada por massiva emigração a um país receptor de imigrantes. A alta fertilidade persistiu até a década de 1970, e depois passou para abaixo da taxa de reposição como em 2007, um em cada cinco italianos é aposentado. Apesar disso, graças principalmente a imigração das décadas de 80 e 90, nos anos 2000 a Itália viu um acréscimo populacional natural pela primeira vez em anos.

As maiores regiões metropolitanas da Itália são:




• Grande Milão - 7,4 milhões de pessoas


• Grande Roma - 3,8 milhões de pessoas


• Grande Nápoles - 3,1 milhões de pessoas


• Grande Turim - 2,4 milhões de pessoas

As vinte regiões da Itália são a primeira subdivisão do país, tendo sido instituídas com a Constituição de 1948 com o objetivo de reconhecer, proteger e promover a autonomia local.
Cada região tem um conselho (consiglio regionale, na Sicília assemblea regionale) eleito para cinco anos, que exerce o poder legislativo regional. O governo da região é uma junta (giunta regionale) encabeçada por um presidente. O presidente da junta, que é no mesmo tempo presidente da região, é responsável pelo conselho e deve renunciar se falhar em manter a sua confiança, o que provoca novas eleições imediatas.



As regiões da Itália são (em ordem alfabética e suas respecticas capitais):

ABRUZZO - L'Aquila
BASILICATA - Potenza
CALABRIA - Catanzaro
CAMPANIA - Nápoles
EMILIA-ROMAGNA - Bologna
FRIULI-VENEZIA GIULI - Trieste
LAZIO - Roma
LIGÚRIA - Gênova
LOMBARDIA - Milão
MARCHE - Ancona
MOLISE - Campobasso
PIEMONTE - Turim
PUGLIA - Bari
SARDEGNA - Cagliari
SICILIA - Palermo
TOSCANA - Florença
TRENTINO ALTO-ÁDIGE - Trento
UMBRIA - Perugia
VALLE D'AOSTA - Aosta
VÊNETO - Veneza

Cinco das vinte regiões possuem um estatuto especial, uma lei de tipo constitucional do estado central, que garante uma ampla autonomia legislativa e financeira. Entre o 60 e o 100 por cento de todos os impostos permanece no território destas regiões. Estas cinco regiões são autônomas por fatores culturais, lingüísticos e geográficos. Trata-se das duas ilhas Sardenha e Sicília, do Trentino-Alto Ádige, com uma forte minoria de língua alemã e da Vale de Aosta, onde se fala, além do italiano, um dialecto francês: todas estas regiões foram criadas em 1948. O Friul-Veneza Júlia foi instituído em 1963 para a protecção da minoria eslovena, bem como pelo fato de estar esta região no limite com a cortina de ferro.

Em 1972, entrou em vigor o novo estatuto para o Trentino-Alto Ádige e a maioria das competências foi transferida às províncias de Trento e Bolzano, que desde então são as únicas províncias autônomas italianas. A dizer a verdade, a região neste caso particular perdeu quase completamente a sua importância. A reforma foi feita para garantir uma melhor auto-administração da povoação germânica, que na província de Bolzano representa cerca de 70 por cento dos habitantes.







O idioma oficial é o italiano, falado por quase toda a população. O italiano padrão é uma língua derivada do dialeto da Toscana, sobretudo aquele falado na região de Florença. Existem diversas línguas e dialetos falados no dia-a-dia pela população italiana, como o sardo (na Sardenha), napolitano (em Campânia), vêneto (no Vêneto), friulano (em Friuli-Venezia Giulia), francês (no Valle d'Aosta), alemão (em Trentino-Alto Ádige), esloveno (em Trieste).



O Catolicismo Romano é de longe a maior religião do país, embora a Igreja Católica não seja mais a religião oficial do estado e 87,8% dos italianos identificam-se catolicos romanos. A sede mundial da Igreja Católica Romana situa-se no Vaticano, um Estado religioso independente, encravado em território Italiano, e que tem por representante a figura do Papa. Outros grupos cristãos na Itália incluem mais de 700.000 cristãos ortodoxos, incluindo 470.000 imigrantes, e por volta de 180.000 Gregos ortodoxos, 550.000 Pentecostais e Evangélicos (0,8%) (dos quais 400.000 são membros da Assembléia de Deus), 235.685 Testemunhas de Jeová (0,4%),[35] e 104.000 de outras religiões. A minoria religiosa mais antiga do país é comunidade judaica, que compreende por volta de 45.000 pessoas, mas não é mais o maior grupo não-cristão da Itália. Como resultado da significante imigração de outras partes do mundo, 825.000 Muçulmanos (1.4% da população total) moram no país, mas apenas 50.000 são cidadãos italianos. Ainda, tem 110.000 budistas (0,2%), 70.000 Sikhs, e 70.000 Hindus (0.1%) na Itália.





A Constituição italiana de 1948[42] estabeleceu um parlamento bicameral, que é formado por uma Câmara dos Deputados (Camera dei Deputati) e de um Senado (Senato della Repubblica) além de um sistema judiciário; e um sistema executivo composto de um Conselho de Ministros (Consiglio dei ministri), encabeçado pelo primeiro-ministro (Presidente del consiglio dei ministri). O presidente da república (Presidente della Repubblica) tem direito a um mandato de 7 anos. O presidente escolhe o primeiro-ministro, e este propõe os outros ministros, que são aprovados pelo presidente. O Conselho de Ministros precisam ter apoio (fiducia - confiança) de ambas as casas do parlamento.



Os deputados que são eleitos para o parlamento são eleitos diretamente pela população. De acordo com a legislação italiana de 1993, a Itália tem membros únicos de cada distrito do país, para 75% dos postos no parlamento. Os outros 25% dos postos parlamentares são distribuídos regularmente. A Câmara dos Deputados possui oficialmente 630 membros (mas de fato, são apenas 619 depois das eleições italianas de 2001). O Senado é composto por 315 senadores, eleitos pelo voto popular, bem como ex-presidentes e outras pessoas (não mais que cinco), indicadas pelo presidente da república, de acordo com provisões constitucionais especiais. Ambos, a Câmara de Deputados e o Senado, são eleitos para um mandato de no máximo cinco anos de duração, mas eles podem ser dissolvidos antes do término do mandato. Leis podem ser criadas na Câmara de deputados ou no Senado, e para serem aprovadas, precisam da maioria em ambas as Câmaras.
O sistema judiciário italiano é baseado nas leis romanas, modificadas pelo Código Napoleônico e outros estatutos adicionados posteriormente. Há também uma corte constitucional (Corte Costituzionale), uma inovação pós-segunda guerra mundial.




A Itália é um dos países que mais influência teve e tem na cultura europeia e mundial, em todas as áreas da arte e cultura. Enquanto país, não existia antes da unificação das Cidades-Estado. A unificação só se concluiu em 1870. Em função disto, muitas tradições culturais que hoje reconhecemos como italianas são mais associadas a regiões específicas do país.
A Itália é o local de nascimento de diversos movimentos artísticos e intelectuais que se espalharam pela Europa e pelo mundo, como o Renascimento e o Barroco. A contribuição italiana para a arte e cultura surge das obras de Michelangelo, Leonardo da Vinci, Donatello, Botticelli, Fra Angelico, Tintoretto, Caravaggio, Bernini, Ticiano e Rafael, entre outros. Além da pintura, escultura e arquitetura, as contribuições da Itália para a literatura, ciência e música são indiscutíveis.
A base da moderna língua italiana foi estabelecida pelo poeta florentino Dante Alighieri, cuja obra A Divina Comédia é considerada a mais importante do período medieval. Em italiano escreveram Boccaccio, Castiglione e Pirandello, além dos poetas Tasso, Ariosto, Leopardi, e Petrarca, cujo mais famoso estilo é o soneto, uma invenção italiana. Grandes filósofos são Bruno, Ficino, Maquiavel, Vico, Gentile, e Eco.


Na atividade científica destacam-se os nomes de Galileu Galilei, Leonardo da Vinci, Fermi, Cassini, Volta, Lagrange, Fibonacci e Marconi. Da música popular à clássica, a expressão dos sons tem um papel importatíssimo na cultura italiana. A Itália é o local onde nasceu a ópera, por Claudio Monteverdi. Instrumentos inventados em Itália como o piano e violino permitem executar formas artísticas como a sinfonia, concerto, e sonata. Alguns dos compositores italianos mais célebres são Palestrina e Monteverdi, ambos da época da Renascença, os compositores do Barroco Corelli e Vivaldi, os clássicos Paganini e Rossini, os românticos Verdi e Puccini e os contemporâneos Berio e Nono.
O cinema italiano também exerceu decisiva influência com o movimento do neorealismo, movimento nascido no país e que revelou grandes diretores como Roberto Rossellini, Vittorio De Sica e Luchino Visconti. Outros diretores se incluem no panteão dos maiores mestres da sétima arte, como Michelangelo Antonioni, Federico Fellini, Sergio Leone, Pier Paolo Pasolini, Ettore Scola, Bernardo Bertolucci, Mario Monicelli, Dino Risi, Marco Bellochio, e mais recentemente, Nanni Moretti. Todos eles, de estilos diversos e fascinantes, possuem ao menos um ponto em comum: são alguns dos mais polêmicos, criativos e mordazes investigadores e críticos da sociedade contemporânea, isso nas artes em geral. Atores como Sophia Loren, Marcello Mastroianni, Vittorio Gassman, Anna Magnani e Monica Vitti são alguns dos mais conhecidos de todos os tempos.






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